Ao longo dos três anos e meio com Dunga como técnico, a seleção
brasileira sempre representou uma certeza para Robinho: a de
que, independentemente do momento que ele estivesse vivendo no
seu clube, seja o Real Madrid ou o Manchester City, vestir a
camisa do Brasil era garantia de uma boa atuação.
A prática confirmou a tese nesta terça, em Londres, quando o hoje
atacante do Santos foi o melhor jogador em campo no amistoso
contra a Irlanda, o último antes da convocação para a Copa do
Mundo da África do Sul em junho. Robinho participou diretamente
do primeiro gol e marcou o segundo na vitória de 2 a 0
- Momentos em que você está por baixo sempre tem. O que a gente
não pode perder é o foco. Você joga bem, você joga mal, mas na
seleção as coisas sempre me saíram superbem. Fico
feliz por isso. A gente sabe que a fase boa e a fase ruim
acontecem. Tem que ter a cabeça no lugar, porque as coisas só
assim podem melhorar - explicou.
Depois que retornou ao Santos emprestado em janeiro, a fase tem
sido só boa, bem diferente do segundo semestre do ano passado,
quando se machucou em uma partida da seleção e ficou meses
afastado dos campos:
- Fiquei uns três, quatro meses machucado sem jogar, sem poder
fazer aquilo que eu mais gosto. É difícil. Jogador quando se
machuca é a pior coisa que tem. Quer jogar e está ali impossibilitado.
Se há um jogador que provou a Dunga que, com a seleção
brasileira, só amarela na camisa, esse é Robinho. O que não o
impede de usar todos os artifícios para se garantir na Copa,
inclusive um apelo emocional:
- Tivemos três anos para mostrar ao Dunga o que temos de melhor.
Ele testou cada jogador. Espero estar na lista, sou um cara
legal. Me leva aí, Dunga!
FONTE: G1